1988

Se não forem tomadas medidas adequadas a tempo, a Comunidade Europeia estará falida em Junho, a política de desenvolvimento ficará comprometida e a criação do grande mercado interno em 1992 estará ainda mais em risco. Por isso, a cimeira europeia desta semana em Bruxelas vai estar tão empenhada em encontrar novos métodos de financiamento da CEE.

A Comunidade Europeia entra hoje numa semana que pode ser decisiva para o seu desenvolvimento, mas as perspectivas de sucesso não são das mais encorajadoras.

A primeira-ministra britânica Margaret Thatcher e o Presidente Mitterrand da França, deram ontem uma nota de pessimismo quanto às possibilidades de sucesso da próxima cimeira europeia em Fevereiro, dedicada a relançar a economia da CEE e a afastar o espectro da ruptura financeira.

Viajar de avião vai ser mais fácil e barato na Comunidade Europeia, com a encontrada em vigor, já no princípio deste ano, de novas orientações para o transporte aéreo, destinadas a garantir maior concorrência comercial, nos termos do Tratado de Roma. As novas medidas preveem uma maior flexibilidade na determinação de descontos, partilha de capacidade e estabelecimento de novas carreiras.

Os responsáveis pelas iniciativas de maior integração comercial e económica da Comunidade Europeia, até 1992, pretendem transformar a CEE num grande banco interno. Este objectivo transparece claramente de uma série de propostas apresentadas agora em Bruxelas pela Comissão Europeia, destinadas a liberalizar a actividade bancária e a circulação de capitais em todo o espaço comunitário.

Quando se aproximam duas eleições estaduais de grande sensibilidade na Alemanha Federal, em que os agricultores desempenham um papel fundamental, dificilmente será a melhor altura para tomar decisões drásticas que afectem esse mesmo segmento da população.

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