Suécia aposta no êxito do euro para influenciar eurocépticos

08/01/2001 | Diário de Notícias

Quando os alunos do ensino secundário sueco entrevistarem, amanhã vários comissários europeus sobre a Presidência da EU, agora a cargo do seu país, uma das interrogações poderá ser sobre a moeda única. A Suécia não pertence à União Económica e Monetária (UEM), mas terá no seu leque de atribuições a tarefa de fazer tudo para que, dentro um ano, as notas e moedas de euro entrem em circulação sem problemas. Se essas perguntas surgirem, num debate original entre jovens e comissários a demonstrar a frescura que a presidência pretende introduzir na aboradagem dos assuntos comunitários, talvez se torne evidente a posição algo embaraçosa da Suécia a tratar de uma moeda a que não pertence mas que não deixa de influenciar a sua economia. A presidência já considerou “vital para a EU que o euro seja um sucesso” e que a moeda única “promova a estabilidade e a integração económica.” Esta posição não deixa de pôr em evidência as contradições na sociedade sueca, com uma das opiniões públicas mais eurocépticas da EU. Como a Suécia não pertence a UEM, a presidência do Eurogrupo ficará a cargo da Bélgica. Apesar de não se incluir na zona, a Suécia sustenta os princípios consagrados pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento, um documento básico para a sustentabilidade da moeda única europeia. Para reforçar a rigorosa aplicação do Pacto, a presidência vai apresentar à cimeira de Estocolmo, em Março, um relatório sobre a contribuição das finanças públicas para o crescimento sustentável e emprego.  

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