1993

A próxima presidência da União Europeia, a cargo da Grécia, pretende iniciar o debate sobre a reforma institucional considerada necessária com o alargamento a novos Estados membros.

Esta cimeira trouxe no campo económico a mesma energia que a anterior, há mês e meio, no domínio político. Então, tratava-se de trazer um novo alento à opnião pública comunitária, desgastada com todas as incertezas geradas pelo debate em torno de Maastricht. Desta vez, os Doze procuraram sublinhar o empenho em relançar a economia e dinamizar o mercado de trabalho.

O presidente do futuro Instituto Monetário Europeu, Alexxandre Lamfalussy, apresentou-se ao Parlamento Europeu no mesmo dia em que a Comissão reforçava a sua perpesctiva de que o pior da recessão já passou.

O comissário da Expo’98, Cardoso e Cunha, visitou a Comissão Europeia, em Bruxelas, para contactos sobre aquele empreendimento. Durante dois dias, aquele dirigente avistou-se com o presidente da Comissão, Jacques Delors, e com vários comissários com destaque para João de Deus Pinheiro, Martin Bangermann e Bruce Millan.

A satisfação demonstrada pelos dirigentes comunitários as assinalarem a entrada em vigo do Tratado de Maastricht não faz esquecer o percurso acidentado da sua ratificação,

A partir de hoje, os Portugueses terão de estar preparados para a surpresa se saber que um luxemburguês, uma grega ou um irlandês se podem posicionar na corrida à presidência da Câmara Municipal de Lisboa (mas não ainda nas próximas autárquicas de Dezembro).

A possível conclusão, amanhã, do processo de ratificação de Maastricht, com o veredicto do Tribunal Constitucional alemão, é vista como um factor de encorajamento político enquanto a CE procura uma nova identidade, rumo à União Europeia.

A CE encontra-se envolvida em intensos esforços para satisfazer a contestação da França – e de outros Estados membros – ao pré-acordo agrícola estabelecido com os EUA, mas de forma a evitar a sua renegociação.

O parque de diversões Walibi, na Bélgica, convidou diversos jovens europeus para trabalhar as suas instalações. A ideia é recriar o espírito da cultura europeia integrada.

Foi com visível satisfação que o ministro dos Negócios Estrangeiros, Durão Barroso, se apresentou aos jornalistas, na madrugada de ontem, em Bruxelas, para anunciar um acordo com a Comissão Europeia sobre a atribuição de fundos estruturais a Portugal, o valor médio de 3.4 mil milhões de contos, ao longo dos próximos seis anos.

A Comunidade perderá até ao fim do ano os empregos criados desde 85. As perspectivas são negras.

Os dirigentes da CE vão apreciar hoje, em Copenhaga, uma possível redução concertada das taxas de juro para estimular o crescimento económico.