Haia faz acção psicológica para Masastricht

07/12/1991 | Diário de Notícias

O primeiro-ministro holandês, Ruud Lubbers, na presidência da Comunidade Europeia, expressou, uma carta aos seus colegas da CEE, a “firme convicção” de que “existem bases para um acordo” na cimeira da próxima semana em Maastricht destinada a consagrar o aprofundamento da integração política e económica entre os seus Estados membros. No entanto, num debate parlamentar em Haia, aquele chefe de Governo declarou que “o resultado que se perfila poderá não ser o que a Holanda tinha em mente”, numa admissão implícita de que o desfecho desta reunião, crucial para o futuro da Comunidade, poderá ficar aquém das expectativas. Vários meios políticos europeus têm lançado advertências quanto à eventualidade de a cimeira vir a produzir resultados excessivamente moderados em relação à grande transformação que pretendem gerar em toda a Comunidade.

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Tratado de Maastricht, Análise
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