O Iraque (2003)
No dia 19 de março de 2003, no Conselho de Segurança das Nações Unidas, Colin Powell (então Secretário de Estado) faz uma apresentação em PowerPoint apresentando provas de que o regime iraquiano tinha acumulado armas de destruição maciças. A informação é transmitida por todos os meios de comunicação social do mundo. O regime iraquiano desmente a informação e convida um grupo de jornalistas a visitar uma das instalações referidas por Powell. Com a fonte identificada e a informação em “on”, o escrutínio à informação americana é pouco ou inexistente.
Colin Powell discursa no Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre o Iraque, 2003.
A 20 de março, começa a invasão terrestre do Iraque. A guerra termina em maio e as armas nunca foram encontradas. A carreira política de Powell termina (chegou a ser dado como presidenciável). Não há inquérito nem são apuradas responsabilidades pelo “erro”.
Em 2004, o jornal The New York Times publica um pedido de desculpas por ter reportado a presença de armas de destruição maciça no Iraque:
“Editors at several levels who should have been challenging reporters and pressing for more skepticism were perhaps too intent on rushing scoops into the paper. Accounts of Iraqi defectors were not always weighed against their strong desire to have Saddam Hussein ousted.”
“We consider the story of Iraq’s weapons, and of the pattern of misinformation, to be unfinished business. And we fully intend to continue aggressive reporting aimed at setting the record straight."
Quase 20 anos depois do início da Guerra do Iraque, um inquérito revelou que 62% de adultos e 64% de veteranos de guerra consideram que não valeu a pena lutar.



