Os Bots e a Guerra da Ucrânia

São Petersburgo, 2014. Foi neste ano que Yevgeny Prigozhin cria a Internet Research Agency (IRA). Uma empresa criada para propagar conteúdos na Internet, em diferentes línguas e países.

A IRA tinha mais de 1000 colaboradores. Cada um destes colaboradores tinha uma quota diária de 100 comentários. Teve um papel ativo nas eleições americanas de 2016, no referendo do Brexit, no referendo da Catalunha e, mais recentemente, na Guerra da Ucrânia.

Em março de 2022, arranca a “operação militar especial”, com o pretexto de que era necessário salvar o país de um “governo de drogados” e “nazis”. As duas narrativas foram sendo amplificadas através de diferentes fábricas de bots que remetiam comentários para sites ou blogs noticiosos fictícios e com conteúdos manipulados.

Um dos casos mais famosos foi o vídeo viral de Zelensky a consumir droga.

A guerra de desinformação russa atingiu tais proporções que o Parlamento Europeu acabou por banir diferentes media russos e outras páginas de “notícias” relacionadas com a campanha de descredibilização dos ucranianos.

A IRA acabou por ser extinta com a morte de Prigozhin e o desmantelamento do Grupo Wagner. A IRA era apenas uma de muitas empresas do género na Rússia. Quase todas com ligações ao Kremlin.