Luis Paixão Martins

Luís Paixão Martins

Uma manhã de chuva

Foi uma daquelas manhãs, do final de fevereiro, em que o nosso país foi, finalmente, abençoado com chuva.

Sintra é, no inverno, um local ainda mais mágico, com o céu cinzento a fazer sobressair as cores da natureza e do construído, muita humidade no ar, um número apenas razoável de turistas e, naquele dia em particular, com chuva abundante.

Tinha combinado receber pessoalmente, no NewsMuseum, Khalil Hachimi Idrissi, poeta e jornalista marroquino e, na circunstância, diretor-geral da MAP - a agência magrebiana de notícias. Com ele estava Rachid Tijani, o diretor de Comunicação e Cooperação da agência.

Projetam criar em Rabat um museu corporativo - à semelhança daquele que, por exemplo, a sua congénere EFE detém em Madrid.

Tendo dedicado parte da minha vida ao Jornalismo, nos anos 70 e 80, fiz o essencial do meu percurso profissional “em agência” - no caso na ANOP, a primeira “casa das notícias” da nossa Democracia, com estágio na AFP (Agence France-Press).

Isso, sou um “agencieiro” e, como compreendem, foi com o máximo gosto e uma pontinha de emoção que recebi os meus camaradas agencieiros marroquinos.

Penso que eles apreciaram a visita e que, ao terem podido testemunhar a atividade febril daquela manhã no nosso museu, levaram talvez a fundada convicção de que um equipamento como o nosso - e aquele que será instalado em Rabat - deve ser pensado em função dos interesses e dos hábitos de consumo dos jovens.

No NewsMuseum estavam presentes cerca de 30 jovens estudantes - e outros tantos eram esperados no período da tarde. Vibravam com as experiências sensoriais, interativas, participativas que as nossas exposições lhes permitem.

Não sendo consumidores dos Media tradicionais os nossos jovens visitantes mostravam estar entusiasmados com as ferramentas que lhes disponibilizamos para melhor compreenderem o sistema mediático do Séc. XX e, com isso, muitos dos episódios mais marcantes da História recente.